Internet: 5,5 bilhões de ataques foram bloqueados em 2011

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A preocupação em criar punições para determinadas práticas cibercriminosas tem como base o crescente número de crimes eletrônicos: a 17ª edição do relatório Ameaças à Segurança na Internet, da Symantec, mostra que 5,5 bilhões de ataques foram bloqueados em 2011.

Entre os números apresentados no estudo destacam-se:

  • 403 milhões de variantes exclusivas de malware;
  • 4.597 ataques web por dia;
  • 4.989 novas vulnerabilidades;
  • 8 vulnerabilidades zero-day;
  • 315 novas vulnerabilidades móveis;
  • 75% taxa de spam

Segundo o relatório, as vulnerabilidades caíram, mas os ataques cresceram. E a tendência é que os atacantes passem a mandar os toolkits para a nuvem. “No modelo de computação em nuvem você usa a estrutura do ‘cara’, a tecnologia evolui e daqui a pouco estarão falando de malware as a service”, ironiza André Carraretto, estrategista em segurança da Symantec.

Considerando que os dados são os bens mais valiosos para as empresas, tenta-se limitar e regular um pouco da internet aqui no Brasil, se é que ela deve ser regulada. Algumas iniciativas legislativas criadas com a intenção de tentar reverter o número de crimes eletrônicos no País recebem críticas, enquanto tantas outras são favoráveis. Em sua maioria, o foco é colocar aspectos como a neutralidade da rede e a democracia na web.

Uma discussão grande de décadas aqui no Brasil é sobre uma lei que trata sobre crimes eletrônicos, sendo o projeto de lei de Crimes Cibernéticos, de autoria do senador Eduardo Azeredo, o mais conhecido para inserir alguns tipos penais para práticas que ainda não estão previstas. “Muitas pessoas afirmam que o projeto vem para engessar e por isso temos outros ‘n’ projetos de leis dos quais alguns tipos penais são comuns, como acesso não autorizado à rede, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado e obtenção de transferência ou fornecimento não autorizado de dado público”, explica o advogado atuante na área do direito eletrônico no Opice Blum Renato Leite Monteiro.

De acordo com o advogado, o projeto de lei alternativo define três crimes: acesso não autorizado a sistema protegido; inserção ou difusão de código malicioso; e inserção ou difusão de código malicioso seguido de dano.

O caso das instituições bancárias que tiveram seus sites paralisados no início do ano é um exemplo de prática que hoje seria considerada crime somente se tivesse um dano comprovado daquela ação.

Redes sociais

Atualmente muito se fala em ser social, mas as mídias podem ser um portal de entrada para as práticas cibercriminosas. Monteiro ressalta que a quantidade de usuários no Facebook torna a plataforma o terceiro maior país do mundo. “Isso é um risco e infelizmente no Brasil não temos legislação adequada para proteção de dados pessoais nem corporativos, apesar de nosso código do consumidor falar de dados consumeristas, por exemplo, não temos ainda uma proteção adequada de nossos dados”.

Por outro lado, o advogado destaca um anteprojeto de lei, de iniciativa da sociedade e sob os cuidados do escritório, que fala da proteção de dados pessoais – baseado nas legislativas europeias e na Pipa. “Estamos na linear de ter uma proteção adequada. Esse crescimento massivo [o Brasil hoje tem o maior número de usuários da internet em todo o mundo, com mais de 30 horas] apresenta risco e temos que ter uma solução. Já existe um IP que pode identificar qualquer pessoa e o que ela fez na rede através de um cruzamento”, esclarece.

Fonte: IT Web

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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