Fusões e aquisições viram oportunidades para carreira em TI

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Não basta ir às compras, é preciso que as empresas em negociação se atentem para que a integração de dados e sistemas não seja frustradora. Essa é apenas uma das questões que deve ser analisada pelo crescente mercado de fusões e aquisições que, consequentemente, tem gerado uma grande procura por especialistas da área de TI com visão de negócio.

As principais qualificações exigidas do profissional estão relacionadas a conhecimentos sobre segmentos específicos de negócios, arquiteturas de soluções e protocolos, além do experiência com as principais plataformas e produtos de fabricantes como Oracle, IBM, Microsoft e SAP. Gestão de pessoas e processos, vivência em projetos de alcance internacional e fluência em inglês e espanhol complementam o perfil.

“Nunca foi fácil, e continua não sendo, encontrar esses talentos no mercado. Mas o jeito é buscar por eles, afinal ter um desses profissionais na equipe significa ganho de tempo e de investimento. Se ele entende bem de tecnologia, de orientação a serviços e domina as partes dos sistemas de gestão, então, o maior desafio vai ser o conhecimento do segmento de negócios e, logo após, as acomodações de punho político, quem fica e quem sai”, avalia André Assef, sócio-diretor da Desix, empresa especializada em headhunting de profissionais de TI.

A dispensa de pessoal é uma prática comum no mercado de aquisições e fusões e, para a TI, funciona da mesma forma. “Terei dois diretores de infraestrutura? Não faz sentido”, exemplifica o especialista. Mas nem sempre o problema para por aí: “A equipe é um ponto que requer muita atenção das empresas. Os profissionais que se sentem ameaçados buscam novas oportunidades, levando consigo o histórico e conhecimentos adquiridos ao longo da sua carreira na empresa, trazendo a perda de capital intelectual da organização. Se a empresa que está sendo adquirida tem histórico de 30 anos, um gerente interno de sucesso acaba sendo reconhecido como memória corporativa. Essa é uma variável que deve ser observada”, diz Assef.

Há uma série de fatos significantes no entorno desse processo e que deve ser medida antes da negociação. A TI, por exemplo, é uma das poucas áreas que deve ser estudada antes da fusão e aquisição, embora o departamento de tecnologia, em muitos contextos, acaba sendo negligenciado. Segundo o executivo, a TI, por sua relevância, é responsável por 5% do faturamento das empresas como investimento.

Para estudar a área de TI da empresa em vista Assef aconselha contar com esses profissionais de tecnologia da informação que têm os olhos voltados para esse momento de fusões e aquisições, que desempenham funções como arquitetos de soluções e sistemas com arquiteturas orientados a serviços (SOA), mobilidade e integração. “O profissional que dominar as partes principais certamente vai ter mercado até o dia que resolver mudar de vida”, prevê. Nas transações realizadas no primeiro semestre de 2011, os segmentos de TI e Telecom responderam por 45,3% dos negócios de fusões e aquisições.

Visão consolidada
Empresas que têm sua arquitetura de sistemas pronta para integração e que faz a consolidação de informação, por si só já têm um valor diferenciado. Então, essas organizações que buscam por profissionais de TI com as características citadas para fazer com que a sua arquitetura se torne mais aberta através de serviços via web transmitem, automaticamente, conforto e segurança para a empresa que está adquirindo. “A empresa sabe que será mais onerosa em todos os aspectos: vai conseguir em tempo menor para fazer toda a integração, terá de investir menos para obter resultados. Então essas companhias preparadas são, por consequência, mais valorizadas e esses profissionais com bom conhecimento de arquitetura de serviços e de sistemas são mais requisitados”, relata Assef. “O profissional de TI com essas características são insubstituíveis, no mínimo, a empresa vai precisar de dois desses, um para memória organizacional da empresa e outro de sistemas.”

De acordo com o executivo, esses experts têm tudo para dominar o mundo da TI, inclusive para assumir as responsabilidades de um CIO. “Conheço um caso, por exemplo, de um profissional que havia passado por três momentos de integração de parque de tecnologia de empresas diferentes, que sabia como evitar problemas comuns, e passou de gerente de TI a CIO, é tudo questão de contexto”, conclui.

Fonte: Information Week

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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