As Relações Humanas e a TI

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A grande disparidade entre a técnica e o relacionamento interpessoal na área de tecnologia da informação vem nos alertando para a necessidade de atenção para este aspecto básico necessário que torna-se indispensável mais e mais a cada dia.

Para quem vive a realidade da área de Tecnologia das empresas (desde microempresas até grandes corporações) sabe do que falo. Muitas empresas possuem uma área de tecnologia com excelência técnica, muita gente com grande habilidade neste aspecto, porém no que tange ao trato pessoal, esses mesmos seres de transformam em verdadeiros trogloditas ou pessoas com ego inflado e complexo de superioridade exalando pelos poros.

Mas como sabemos hoje, as empresas precisam muito mais que meros técnicos. As demandas atuais apontam para o lado humano, onde além de saber a teoria, você precisa saber como aplica-la da melhor forma possível na prática. E isso não se faz aplicando o tecnicismo encontrado em grande parte das pessoas ligadas a área de tecnologia atualmente. Algumas pessoas que prestam suporte nesta área sentem-se verdadeiros semideuses, intocáveis e não passíveis de erros. Ignoram qualquer explanação de “impuros” e “profanos” já que suas técnicas teorizam qualquer evento de forma exata e pontual. Mas o que será que realmente precisamos nas empresas?

Hoje o que se precisa, é muito mais tratamento interpessoal, habilidades de relacionamento, tato, sensibilidade, paciência, foco. Senhor Dale Carnegie, especialista em relacionamentos humanos escreveu um dia: “Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais”. Carl Jung, pai da psicologia analítica, médico e pensador Suíço, certa feita escreveu: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Não é de hoje que escritores e estudiosos ressaltam esta necessidade, mas hoje, com as atribuições multidisciplinares nas empresas, é necessário esse “feeling” para lidar com os mais diferentes tipos de pessoas e perfis. O profissional de tecnologia, que lida com praticamente todas as áreas da empresa, que permeia todas as operações controladas tecnologicamente tem que estar atento a este traço da sua formação, ou logo mais estará estagnado em seu cargo ou até mesmo fora do mercado de trabalho. Não são vistos com bons olhos por seus superiores e muito menos por seus pares, aqueles profissionais que lidam muito bem com uma tela cheia de números e lógicas, mas não conseguem manter um diálogo de mais de três frases trocadas, ou transmitir uma ideia de forma objetiva, clara e produtiva. Técnica e habilidades pessoais se tornarão disciplinas complementares necessárias (já o são, mas ainda em transição).

Algumas pessoas podem estar me achando um pouco radical, mas a verdade é que a dinâmica corporativa é quase tão ágil quanto à dinâmica tecnológica. O que hoje é aceito, amanhã pode ser considerado obsoleto e dispensável. Então devemos cuidar de nossas carreiras como um bem que deve ser atualizado periodicamente, adaptando nossas habilidades às necessidades dinâmicas do mercado, bem como um sistema é atualizado constantemente para atender a demanda de uma organização. Resumindo em uma palavra, que há anos faz parte do vocabulário corporativo, a tendência é a “resiliência”. O intuito deste texto é alertar uma fatia de profissionais de mercado para uma faceta que é considerada desnecessária, mas que pode cobrar um preço muito alto por sua falta.

Fonte: Portal Administradores por Marco Sorpilli

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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