Trojans brasileiros estão fazendo roubos automatizados de contas bancárias

image_pdfimage_print

Especialistas da Kaspersky Labs descobriram uma nova forma de roubo de dinheiro das contas bancárias de internautas. Segundo a companhia, os criminosos estão usando o próprio computador das vítimas, de maneira automatizada, para plagiar funções do internet banking como pagamentos de contas ou transferências de dinheiro. Os hackers copiam as funções presentes em trojans bancários mais antigos e complexos, como o Zeus e o Carberp.

Em 2009, algumas versões do trojan Zeus utilizava uma técnica chamada URLZone onde, após a infecção, uma transação não autorizada era feita a partir da máquina da vítima, ao invés de ser feita no computador do cibercriminoso. Para isso, o malware calculava automaticamente o saldo da vítima e quanto poderia roubar de dinheiro. O objetivo dos ladrões, ao usar essa técnica, é evitar a detecção de sistemas anti-fraudes de alguns bancos.

Geralmente estes trojans bancários são instalados em ataques drive-by-download (downloads encobertos de malware a partir de websites sem o conhecimento do utilizador) e se utilizando de plug-ins em navegadores infectados.  Basta a vítima estar logada na página de internet banking para que o trojan ativo na máquina faça as operações de roubo em segundo-plano.

Mesmo os bancos brasileiros que utilizam a função “cadastramento de computadores”, no qual detalhes específicos sobre a máquina do cliente são registrados pelo banco, tais como o número de série do HD ou o MAC address, estão em perigo. Além disso, até os bancos que exigem a digitação de CAPTCHAS para validar algumas operações, também estão vulneráveis, já que foram encontradas versões dos trojans com as funções para quebrar os CAPTCHAS.

Para evitar a infecção destes tipos de trojans, o ideal é seguir as dicas abaixo. E para saber mais sobre a nova técnica, clique aqui.

  • Manter todos os softwares e plug-ins atualizados (principalmente o Java)
  • Verificar se o acesso é seguro – todos os sites de autenticação de banco começam com “https”, que mostram a conexão segura (os endereços falsos encontrados não apresentavam este tipo de conexão)
  • Verifique a presença do cadeado de segurança na página (os endereços falsos encontrados não apresentavam o cadeado)
  • Nunca salve o endereço do Internet Banking nos favoritos. Há golpes que alteram os favoritos para direcionar o usuário para uma página falso
  • Digite o endereço do banco pausadamente e com atenção para evitar cair no golpe do registro falso
  • Dê preferência ao domínio b.br. Desde o começo de 2012, todos os bancos aderiram ao domínio banco.b.br.
  • Nunca clicar em mensagens enviadas por e-mail, as famosas mensagens de phishing.
  • Não use o Google para procurar a página do banco, pois criminosos usam links patrocinados para aparecer no topo da página e levar o usuário para páginas falsas

Fonte: Olhar Digital

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quer ficar atualizado?

Inscreva-se em minha newsletter e seja notificado quando eu publicar novos artigos de graça!