Treinamento interno é opção para reter talentos em TI

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São Paulo – Pesquisas mostram que reter os talentos tornou-se uma prioridade das empresas de TI,  segmento da economia onde faltam profissionais qualificados.  Uma das opções para aumentar o período de atuação do profissional na mesma empresa é o treinamento interno.

Um estudo do Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação) mostra que o mercado de TI brasileiro cresce 13% anualmente e que há um déficit de mão de obra qualificada.  O mesmo estudo mostra que 39% dos entrevistados afirmam não se sentirem valorizados nas corporações onde trabalham, o que abre espaço para que troquem de emprego.

A TOTVS, empresa de software, serviços e tecnologia, criou em maio deste ano um MBA interno a fim de qualificar futuros líderes e oferecer perspectivas a seus funcionários.

“Compramos 45 empresas nos últimos sete anos e sentíamos a necessidade de promover o relacionamento entre os nossos executivos. Os participantes passam por um processo seletivo concorrido e acreditamos que o treinamento, além de estimular os colaboradores, ajuda a preservar nossa cultura corporativa, diz Alexandre Mafra, diretor de Relações Humanas da empresa

Mafra diz que a oferta do MBA interno ajuda a reter talentos, ainda que corra o risco de arcar com os custos de investir na educação de um profissional e, mesmo assim, ele deixar a empresa. “Não há dúvida que este é um cenário ruim e isso pode ocorrer em qualquer corporação. Acontece que um curso de capacitação interno tende a ser menos atrativo para o mercado se o objetivo do treinamento é somente repassar a cultura empresarial aos sucessores”.

Além do curso, Mafra afirma que a TOTVS possui um programa de avaliação dos funcionários ao longo do ano e que há um remanejamento de talentos de acordo com o desempenho de cada um. “Temos carência de profissionais em algumas áreas, mas buscamos preencher estes espaços com avaliações dos perfis dos nossos colaboradores”, diz.

Segundo Sônia Nakabara, diretora de recursos humanos da consultoria especializada em TI chamada Proton, é mais rápido treinar os funcionários internos de acordo com a experiência que a corporação necessita do que buscar um profissional no mercado. Além disso, a pessoa pode levar mais tempo para assimilar a cultura da empresa.

“O processo seletivo pode custar mais do que o curso, principalmente no mercado de TI onde os profissionais são bastante disputados”, comenta. Sobre o risco de o funcionário deixar a empresa após o treinamento, a especialista diz que “é um risco, mas cabe à empresa saber reter estes profissionais”.

Sônia recomenda aproveitar a situação da demissão para entender o motivo deste colaborador trocar de emprego e detectar se há alguma falha no treinamento.  “Vale também conversar com os demais integrantes que participam do treinamento para pontuar a importância de a empresa promover o treinamento e mostrar que a corporação e os profissionais serão beneficiados com o curso”, diz.

Já Lucila Yanaguita, consultora na empresa especializada em recrutamento de executivos Search RH e que atuou como gerente de recursos humanos na Dell, afirma que os treinamentos gerenciais como MBAs ou até mesmo os cursos para melhorar as competências não técnicas são de grande importância para gigantes do setor de TI como a TOTVS, Oracle, Dell, HP, seja em empresa de hardware ou software.

“É extremamente válido promover os treinamentos para reter e aumentar o nível de qualidade dos profissionais que estão dentro de uma empresa. Um MBA custeado pela corporação é, sem dúvidas, um incentivo para o colaborador”, diz.

Ainda de acordo com a consultora, é importante oferecer a oportunidade de obter certificações a fim de incentivar os desenvolvedores, especialmente em empresas com enfoque em desenvolvimento de software.

“É comum encontrar pessoas que não possuem a formação em ensino superior, mas são certificadas em diversos sistemas e linguagens por empresas como Cisco e Microsoft”, comenta.

Lucila diz que estes investimentos continuarão a ser oferecidos pelas empresas, mas que as verbas para treinamentos como cursos de idiomas, de liderança ou intercâmbios são uma das primeiras a serem bloqueadas pelas empresas em períodos de crise. “É uma ferramenta de retenção dos colaboradores, mas não é um recurso que os profissionais podem contar em qualquer momento do mercado ou da empresa”, avalia.

Fonte: INFO

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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