Segurança da Informação: Necessidade de Mercado de Trabalho com Qualidade

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Ultimamente, a indústria da segurança da informação está enfrentando uma espécie de espiral inflacionária, que pode ser considerada insustentável e ruim para a economia, porque o déficit de competências em segurança da informação continua a aumentar. Durante a RSA Europe 2012, que está sendo realizada em Londres, John Colley,diretor administrativo da EMEA para a (ISC)2, analisou mais recente uma pesquisa da organização mostrando que a profissão de segurança da informação está experimentando níveis de desemprego a menos de 4%, com salários subindo para 70% relacionados à força de trabalho.

Colley apontou que em um ciclo econômico normal, altos salários iriam atrair novos rumos para preencher o crescimento da demanda e permitir o desenvolvimento de um mercado de trabalho saudável. Os recém-chegados na área da segurança da informação, no entanto, enfrentam muitas barreiras à entrada, precisando de um profissionalismo e dedicação extremos para que possam se adequar e fazer jus às remunerações oferecidas.

Empregadores em Busca de Profissionais Capacitados

Ainda de acordo com as considerações de Colley, os empregadores estão lutando atualmente, tendo até seis meses para preencher as posições que apresentam alta demanda. Eles estão visando pessoas que tenham um conhecimento básico de conceitos de segurança, aliada a uma certa experiência na área de TI de um modo geral. E os recém-chegados ao mercado precisam receber a capacitação adequada, para que possam abraçar, com sucesso, as oportunidades que lhes são oferecidas.

Vale lembrar que o (ISC)2 Global Information Security Workforce Study realizado por analistas da indústria, foi projetado com precisão de crescimento desde 2004 e antecipa que a força de trabalho dobrará até o ano de 2015. Levando em consideração esta estimativa, Colley disse que esta é uma estatística assustadora, quando você se perguntar de onde e quando todos essas novas as pessoas virão”.

“O pleno emprego é uma notícia boa e ao mesmo tempo ruim para a profissão. Por um lado, ele oferece às pessoas as qualificações adequadas, experiência e habilidades, oportunidades de progressão na carreira, mas por outro lado, faz com que as expectativas salariais sejam excessivamente elevados. Há também as equipes com falta de pessoal para assumir uma carga de trabalho extra e estressante, há pouco tempo para o desenvolvimento profissional, e o risco de funcionários assumirem tarefas e responsabilidades que não podem estar a par com as suas habilidades”.

A solução para esta situação, de acordo com Colley, vai exigir um esforço imenso para desenvolver um mercado de trabalho saudável para a profissão, contando com um suporte tanto para os jovens que ingressarão no setor, e para gerentes de contratação que, no momento não têm nenhuma forma de identificar a aptidão e os talentos existentes, mas que eainda precisam ser lapidados.

“Estamos vendo uma diversidade de comentários sobre a falta de qualificações e de muitos esforços para aumentar o interesse nas oportunidades. Mas, o que estamos fazendo com essas pessoas uma vez que sabemos do interesse delas? Não há no momento, o mecanismo de apoio disponível para levá-los a trabalhar de forma produtiva; e este é um grande problema, que ao que tudo indica, caracteriza-se por uma elevada omplexidade”, concluiu Colley.

Fonte: Under-Linux

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

2 Responses to “Segurança da Informação: Necessidade de Mercado de Trabalho com Qualidade”

  1. Rafael Felipe disse:

    Para fazer SI, é necessário antes ter T.I?

    • Diego Macêdo disse:

      Normalmente a SegInfo esta ligada aos cursos de TI. Mas nada impede de um engenheiro elétrico, por exemplo, de estudar a área. Tanto que existem alguns mestrados de eng. elétrica que tem linhas de pesquisa em redes de computadores.

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