Relatório alerta para a alta taxa de desemprego entre os jovens

A Microsoft apresenta um relatório encomendado à International Youth Foundation – Opportunity for Action – que demonstra os desafios econômicos e sociais enfrentados por jovens ao redor do mundo. Existe hoje uma necessidade premente de se prover educação, capacitação e oportunidades de emprego a cerca de 1,2 bilhão de jovens.

Segundo destaca o relatório, a taxa mundial de desemprego entre os jovens é de 12,7% – mais do que o dobro da taxa de desemprego total – e apenas 44% deles conseguem completar seus estudos. Faculdade então, é uma realidade distante. E isto em um contexto econômico que exige qualificações cada vez mais apuradas.

O relatório tem, portanto, o objetivo de identificar as questões que mais afetam os jovens na atualidade e alertar para a importância de as entidades mais variadas promoverem parcerias que permitam aos jovens se desenvolver pessoal e profissionalmente, sedimentando as bases para a inovação e colaborando para a competitividade dos países.

No Brasil, o uso da tecnologia da informação e comunicação (TIC) tem um grande potencial de crescimento e poderia aumentar a produtividade do país em diversos segmentos. O setor de serviços é o usuário tradicional de TIC, mas novas tecnologias estão ganhando cada vez mais relevância para outros setores como de máquinas para produção industrial, transporte (incluindo transporte aéreo), meio-ambiente, agricultura e mineração.

Em meio a essa crescente demanda, soma-se a Copa do Mundo e as Olimpíadas nos próximos anos, em um contexto pouco animador. De acordo com o Banco Mundial, cerca de 40% das empresas no Brasil têm dificuldade em encontrar pessoal qualificado para preencher suas vagas. Isso num país em que quase 18% dos jovens estão desempregados.

Em 2010, 56% das escolas brasileiras tinham acesso à internet e a meta nacional é ampliar o acesso à rede a todas as escolas com mais de 100 alunos. As disparidades se tornam mais alarmantes quanto mais distantes as classes sociais. No ensino fundamental, apenas 2,5% dos alunos têm acesso a computadores na escola, enquanto nos colégios mais ricos, esse número sobe para 37%.

Do mesmo modo, dentre os 39% que tinham acesso à internet em 2009, apenas 0,5% pertenciam às classes mais baixas, ante 77% das classes mais abastadas. No Brasil as pessoas que completam o ensino superior ganham 156% mais do que quem tem apenas o Ensino Médio, no entanto, essa elite representa míseros 3% dos estudantes matriculados no país.

Na América Latina o acesso a educação é o maior da história, porém apenas uma pequena parcela desses jovens termina os estudos. Por outro lado, no Oriente Médio e na África a quantidade de universitários é crescente e não há vagas compatíveis com seus altos níveis educacionais. Na África Subsaariana 23% das crianças não estão matriculadas na escola e 72% dos jovens ganham menos de US$2 por dia para sobreviver.

Diante dos dados apresentados no relatório, Roberto Prado, diretor de competitividade nacional da Microsoft Brasil, afirma que “as razões para o aprofundamento da disparidade de oportunidade entre os jovens  varia de país para país, mas a tendência é global. O desemprego tem sido crescente e a oferta de educação e qualificação, escassa”.

Na última década os programas e parcerias da Microsoft têm ajudado milhões de jovens a criar um futuro promissor, mas ainda há muito trabalho a ser feito. “A história nos tem mostrado que quando os jovens batalham, a sociedade como um todo prospera e nosso papel é ajudá-los nessa empreitada” afirma William Reese, presidente e CEO da International Youth Foundation.

Fonte: Convergência Digital

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL).
Certificações que possuo: CompTIA Security+, EXIN EHF, MCSO, MCRM, ITIL v3.
Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão e Governança de TI, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense.

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