Profissionais de Inteligência x Profissionais de TI

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Profissionais de TI possuem uma linguagem própria, que muitos chamam de “tecniquês”. Essa é uma característica básica que dificulta o entendimento de certos temas para os profissionais que não são dessa área. Por outro lado, quantos profissionais que não são da área de TI, possuem o mínimo de interesse para compreender o que algumas “gírias” dessa especialidade significam?

Uma dose de curiosidade por este mundo que julgamos estar à parte, pode facilitar a escolha de um fornecedor de software de Inteligência, o desenvolvimento de um produto e a melhoria de um serviço. No final, diversas áreas da organização são beneficiadas.

Será que para entendermos um pouco da área de TI, em especial no que facilita a nossa comunicação, devemos fazer um curso de Programação, Infra, Gestão de TI e similares? Não. A internet possibilita pesquisarmos sobre diversas áreas. Caso tenha interesse, um indivíduo pode aprender de forma autodidata a programar, mas a comunicação entre os profissionais de áreas diferentes é o componente que traz resultados positivos no ambiente de trabalho.

Ao conversarmos mais com os profissionais de TI, ao questionarmos suas dificuldades, suas habilidades, suas ideias mirabolantes para dominar (e melhorar) o mundo, passamos a desenvolver uma postura que faz a diferença na realização de um trabalho. Praticar a empatia colabora para o entendimento. Assim, podemos descobrir afinidades entre os profissionais de Inteligência e de TI no alcance de objetivos.

O site de tirinhas “Vida de Programador” é outra possibilidade para conhecermos um pouco dos dilemas que estes profissionais vivenciam. A capacidade de rir de situações do dia a dia ao mesmo tempo em que aprendemos, torna mais prazerosa a relação entre os profissionais.

Criar um ambiente que estimule a aproximação entre áreas vai muito além do envio de informativos, utilizados por muitas empresas para comunicar o que as áreas estão fazendo. Essa é uma ação válida, quando acompanhada de outras ações sistemáticas. É necessário criar experiências que possam ser vivenciadas e recriadas.

Sentido

Ter disponibilidade para aprender com a área de TI é um diferencial para os profissionais de Inteligência. Em especial, para entender processos. Não é necessário sabermos programar, mas é fundamental compreendermos que não é somente apertar um botão e “automagicamente” um software executará a função desejada. Existe toda uma arte no trabalho bem feito dos desenvolvedores competentes – não visível aos olhos de alguns – e que disponibiliza as ferramentas que acessamos.

A área de TI pode produzir eficazes soluções, mas é preciso que o profissional de Inteligência saiba comunicar objetivos, ter a visão de negócio consolidada para informar com clareza à área de TI o que se espera de um software ou funcionalidade direcionada à Inteligência. Além de processos e metodologias que facilitam essa comunicação, é preciso ter uma postura colaborativa e um sentido em comum, capaz de unir os esforços para uma realização. Sentido é o que dá vida às relações.

Para um profissional de TI, a importância da tecnologia na Inteligência consiste em obter dados e armazená-los, tanto em larga escala como em padronização. O trabalho da TI auxilia a gerar padrões que permitem aos profissionais de Inteligência analisarem dados para transformá-los em vantagem competitiva na estratégia da organização.

Para um profissional de Inteligência, sua atividade requer tecnologias para facilitar o processo de estruturação de informações, coleta, análise e disseminação de conhecimentos à tomada de decisão. Sendo assim, ambos profissionais são fundamentais um ao outro e ao sucesso do processo de Inteligência.

Tecnologia e Inteligência

A área de tecnologia colabora com o processo de decisão ao fornecer dados e facilitar o acesso aos diversos níveis de informação. Além disso, também cria visões e melhora a padronização dos sistemas para captura, classificação, armazenamento, análise e compartilhamento de informações.

Para alguns programadores, exercer sua atividade significa fazer algo que ninguém fez. É aprender o que a maioria não entende. Talvez, um dos sentidos dessa profissão está na paixão pelo código. Não importa onde esses profissionais estejam. Não importa em qual área eles trabalham. Geralmente, o programador competente tem um projeto. Após um dia de trabalho, esse profissional vai para casa e ainda sente-se motivado a melhorar seu projeto.

Muitas pessoas que não são da área de TI acreditam que os programadores podem fazer de tudo. Acreditam que eles podem resolver problemas ou criar outros. Há pessoas que acham que esses profissionais são uma espécie de “fanáticos”, pois mesmo após trabalharem e darem atenção às suas famílias, dedicam tempo para programar e aprender. Somam-se canecas de café à companhia desses profissionais.

A Inteligência é gerada a partir de insights, que em um ambiente favorável e com informações relevantes aliadas a metodologias e bagagem analítica, encontra um solo fértil no terreno da estratégia.

A área de Inteligência pode ser formada por diferentes profissionais, com conhecimentos diversos, mas que estejam unidos por objetivos em comum e tenham clara a missão de estimular a cultura da Inteligência com a participação de outros profissionais da organização.

Para alguns profissionais de Inteligência, exercer sua atividade é ter sede por informação, observar, quebrar padrões mentais, analisar e criar mudanças significativas à tomada de decisão.

Muitas pessoas que não são da área de Inteligência pensam que esses profissionais sabem de tudo. Acreditam de forma equivocada que eles são espiões. Há pessoas que acham que esses profissionais são uma espécie de “gurus da bola de cristal”, pois a habilidade de observar contextos e gerar análises antecipativas é constantemente colocada em prática.

Entre as vantagens de ser um profissional de Inteligência, destacam-se a possibilidade de aprender sobre diversos nichos de mercado, investigar e influenciar os caminhos que sugerem decisões. Já para alguns programadores, a vantagem da atividade reside na possibilidade de aprender sobre assuntos de outras áreas e ajudá-las na sua evolução. Sendo assim, nem “fanáticos” e nem “gurus da bola de cristal”, mas tecnologia e inteligência que precisam se comunicar para produzir conhecimentos úteis.

Arte

A Inteligência já foi definida como uma arte por especialistas como Leonard Fuld, ao recorrer à pintura pontilhada e sinalizar que é preciso um certo distanciamento para termos uma visão notória da paisagem. Informações, incertezas e decisão são alguns dos elementos que formam as paisagens dos analistas de Inteligência. No esforço para identificar a possível paisagem é necessário nos distanciarmos até mesmo de nossos preconceitos, de nossas reflexões referenciais. Simplesmente, observar.

A tecnologia já foi definida como uma arte por Donald Knuth e outros autores, que aprenderam e viveram a tecnologia em um tempo onde programar computadores envolvia muito mais que escrever código, pois envolvia trabalhar com recursos limitados dos computadores. Encontrar soluções onde é necessário criar cenários adaptativos para a realidade é uma tarefa diária. Algoritmos e códigos formam os elementos da paisagem dos programadores.

Independente da área específica, quando se fala em arte, vem em nossas mentes a imagem de algum pintor famoso, mas todos nós podemos ser artistas talentosos naquilo que fazemos. Podemos transformar nosso trabalho em algo mais.

Uma paisagem pode ser construída em conjunto por estes profissionais, permitindo que a comunicação seja o diferencial de uma arte que imprime em nossos serviços e produtos o que de fato somos em nosso dia a dia.

Este texto foi escrito em co-autoria com Alexandre Garcia, desenvolvedor na Weatherford. (alexandre_garcia_souza@yahoo.com.br)

Fonte: Site Administradores por Fabiane Castro

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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