Privacidade no Facebook: saiba quais são os 5 enganos mais ignorados

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O Facebook não apresenta mais sua oferta de privacidade como política. Em vez disso, afirma usar seus dados. Possui agora uma Data Use Policy (Política de uso de dados) em vez de uma Política de Privacidade.

Mas considere a definição do dicionário sobre a palavra privacidade: 1) o estado ou condição de ser livre de ser observado ou perturbado por outras pessoas; 2) o estado de ser livre de atenção pública. Se esse é o seu padrão de vida, então você não pode usar o Facebook ou qualquer outro serviço on-line, pelo menos não sem tecnologia de proteção de privacidade. Uma vez on-line, uma vez compartilhando, não há privacidade. Serviços on-line podem falar em como respeitam esse direito, mas deviam na verdade falar sobre utilização e compartilhamento de dados.

As configurações do Facebook serão melhores referidas como configurações de compartilhamento. Isso pode levar as pessoas a usá-las. Segundo o Consumer Reports, 13 milhões dos 150 milhões dos usuários da rede social não usam ou não conhecem a configuração de privacidade.

Os dados da pesquisa vieram de mais de dois mil domicílos, 1340 dos quais são ativos no Facebook. A partir desse conjunto de dados, a revista projetou a tendência de uso dos usuários norte-americanos da rede social, que revela alguns pontos cegos surpreendentes da privacidade.

Configurações de privacidade: o fato de apenas 13 milhões, ou 8,6% dos usuários norte-americanos não usarem ou não conhecerem as configurações de privacidade, pode ser avaliado como encorajador, já que a porcentagem é pequena. É alta se comparado à taxa de analfabetismo nos Estados Unidos, que é de cerca de 1% ou menos, se você aceitar uma definição chula de alfabetização. Mas é baixa se você considerar o analfabetismo funcional, que sugere que cerca de 23 milhões de adultos nos Estados Unidos têm baixa capacidade de leitura.

Compartilhamento de localização: segundo a pesquisa, estima-se que 4,8 milhões de pessoas publicam posts que contêm detalhes sobre sua localização durante o dia. A revista chama isso de “uma dica potencial para criminosos”.

“Curtir” coisas que podem ser usadas contra você: cerca de 4,7 milhões de pessoas “curtiram” páginas no Facebook sobre condições de saúde ou tratamento. A Consumer Reports alerta que as seguradoras de saúde podem usar essa informação contra você. Pode soar como exagero, mas já há casos documentados de seguradoras usando postagens do Facebook para comprovar fraude.

Privacidade em imagens: a pesquisa afirma que cerca de 39,8 milhões de usuários americanos identificam um membro da família em seu perfil. Não é ruim, mas quando a permissão é pedida? Nem todas as pessoas desejam ser marcadas em fotos ou que postagens sejam feitas a respeito delas. O Facebook ajuda ao facilitar que a pessoa evite envolvimento em compartilhamentos.

Permitindo muito aos aplicativos: apenas 37% dos usuários do Facebook se preocupam em usar os controles de privacidade para limitar os dados que os apps podem acessar; qualquer um pode criar um app da rede social, dê uma boa olhada nas informações exigidas por eles, você se surpreenderá.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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