Planos de cargos e salários ajudam a manter profissionais de TI

image_pdfimage_print

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro cresce de 12 a 13% a cada ano, porém existe um acentuado déficit de mão de obra qualificada. Para superar este desafio, empresários do setor precisam investir em políticas claras e objetivas de cargos e salários para reterem talentos em suas companhias. É o que mostra a pesquisa realizada Datafolha a pedido do (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação) Sindpd.

Profissionais da capital e do interior do estado de São Paulo foram entrevistados no estudo feito entre os dias 22 e 28 de março. Destes, 43% desaprovam as políticas de cargos e salários praticadas pelas empresas. É o motivo de maior descontentamento dos trabalhadores. O que surpreende é que em relação às condições de trabalho, aos benefícios e a remuneração a insatisfação não passa de 21%. Outro fator que releva a falta de reconhecimento profissional é que 39% dos profissionais não se sentem valorizados.

A pesquisa também aponta que os funcionários contratados corretamente, no regime da CLT, estão mais felizes com as empresas. 65% deles classificam suas companhias como ótimas ou boas e 60% aprovam os benefícios que recebem. Já entre os funcionários em regime Pessoa Jurídica, o índice de satisfação com as condições de trabalho cai para 48%, enquanto 29% aprovam o plano de saúde oferecido e apenas 18% consideram a oferta de benefícios como boa ou ótima.

No modelo CLT Flex, em que parte da remuneração é recebida em dinheiro e parte em forma de benefícios, 56% dos profissionais de TI pesquisados avaliam as condições de trabalho como boas ou ótimas, 49% aprovam o plano de saúde e 31% aprovam os benefícios oferecidos.

A participação nos Lucros e Resultados (PLR) também é outra forma para reter talentos. No levantamento, 76% dos entrevistados avaliaram este benefício como a mais importante conquista da categoria nos últimos anos, na frente até mesmo do aumento salarial, que aparece em segundo com 70% de preferência. A negociação da PLR está estabelecida na convenção coletiva do Sindpd para empresas com mais de 50 empregados.

Setor em alta

O mercado de TI no Brasil está aquecido. O setor deve crescer 8,8% este ano segundo a consultoria IDC. Os ganhos podem chegar a R$1 bilhão com o plano Brasil Maior, que reduziu de 2,5% para 2% os gastos com a folha de pagamento.

Desde 2006, o índice de emprego de TI no estado de São Paulo cresce 7,8% ao ano. O estado emprega 45% dos trabalhadores de TI do país, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamentos de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo). Isso significa que das 409,3 mil vagas preenchidas no Brasil, 184,4 mil estão aqui.

A meta das empresas do setor, de acordo com a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), é de até 2020 responder por 6,5% do PIB. Para isso, o país precisa incorporar cerca de 750 mil novos profissionais.

Fonte: Convergência Digital

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Certificações que possuo: CompTIA Security+, EXIN EHF, MCSO, MCRM, ITIL v3. Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão e Governança de TI, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quer ficar atualizado?

Inscreva-se em minha newsletter e seja notificado quando eu publicar novos artigos de graça!