Mega investe em criptografia para se livrar da Justiça

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São Paulo – Mais do que uma interface funcional e um data center eficaz, o novo Mega apresenta uma engenhosa criptografia para proteger seus arquivos da ação de advogados, policiais e, principalmente, juízes americanos.

Para conseguir isso, além de desenvolvedores e engenheiros, Kim Dotcom convocou um time de advogados para tentar blindar o novo serviço de acusações de pirataria. A missão do time jurídico foi descobrir brechas nas leis dos países que mais combatem o download de arquivos para evitar novos processos – como os que culminaram no fechamento do Megaupload em janeiro de 2012.

Na época, a justiça americana, que o acusava de vários crimes, entre eles pirataria, conseguiu acessar os servidores do data center que armazenava os dados dos usuários do Megaupload e descobrir filmes, músicas e software protegidos por copyright sendo livremente compartilhados.

A comprovação de que o Megaupload armazenada filmes e músicas protegidas complicou Dotcom. E ele não conseguiu se defender de forma convincente da acusação de que ajudava na distribuição ilegal de conteúdo protegido, mesmo alegando que os dados dos usuários eram sigilosos.

Para evitar o mesmo problema com o Mega, Dotcom e seus advogados descobriram que uma das maneiras é criptografar os dados que são armazenados no serviço. A tecnologia deixa o arquivo armazenado, como um vídeo ou uma música, “fechado”. Assim, o arquivo só pode ser aberto por quem tem a chave para desencriptar.

Com a criptografia, Dotcom poderá argumentar que não tem como saber o que é guardado em seus servidores. Mesmo que a Justiça americana peça os dados de seus usuários para investigação, dificilmente conseguirá quebrar a chave de criptografia e ver o conteúdo dos arquivos. Ainda que a Justiça encontre sinais de pirataria no novo Mega, Dotcom se livraria de processos que podem levá-lo à prisão, pois ele argumentará que não tem a chave que abre os arquivos, logo, não tem ciência da troca de arquivos protegidos.

Em suas recentes entrevistas, Dotcom deixou claro que a única maneira de fechar o Mega seria tornar a criptografia ilegal. Mas ele duvida que isso aconteça: os países democráticos não fariam leis para derrubar a privacidade das pessoas, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, que levam o tema muito a sério. Além do mais, privacidade na web é algo que as Nações Unidas considera um direito básico.

O Mega, em tese, estará a salvo da polícia, dos advogados e dos juízes americanos. Mas Dotcom, não. Ele, a qualquer momento, pode ser preso por seu passado recheado de confusões, acusações de lavagem de dinheiro e, ainda, ligações com o crime organizado.

Mega investe em criptografia para se livrar da Justiça – Internet – Notícias – INFO.

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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