Desafio para o BigData: armazenar dados

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À medida que 2012 passava, as técnicas para armazenamento de grandes volumes de arquivos tomavam forma. A motivação do avanço dessa tecnologia era fundamentado pelo impressionante volume de 15 petabytes de novos dados gerados diariamente. Tal volume não dá sinais de diminuir e exige das equipes de TI e dos gestores de recursos estudos acerca das possibilidades para dar conta desse trabalho que nunca acaba.

Face à incapacidade de métodos tradicionais – caros, lentos e ineficientes – uma série de tecnologias alternativas ganha espaço. Para 2013, a perspectiva no segmento de soluções para armazenamento é a seguinte:

1. Armazenamento em nuvem

De acordo com o levantamento do IDC, o volume de dados gerados diariamente deve aumentar a taxas de 60% por ano. Tal perspectiva faz da nuvem o lugar apreciado para manter os dados. Todas as modalidades de nuvem são atraentes para esse fim. Nuvens privadas, públicas e os modelos mistos oferecem às organizações a flexibilidade e o planejamento necessários para atender às demandas específicas. Na contramão dessas vantagens vem apenas a preocupação com segurança, o que aumenta a atratividade do modelo de nuvem privada.

2. Adeus status quo

Empresas que rumam em direção à computação em nuvem entenderam o recado: do jeito que está não pode ficar. A pressão vem de cima, dos departamentos financeiros que percebem os recursos evaporar por causa de antigos métodos de gestão de dados, mesmo quando os modelos de negócios das empresas sofreram alterações profundas por força da crise econômica.

Existe uma variedade de soluções emergindo que combinam armazenamento virtual com outros sistemas virtualizados. Juntos esses elementos compõem o que pode ser chamado de ambiente 100% virtual. Possivelmente tal união dê origem a uma miríade de softwares agregados que devem responder de maneira eficiente e oferecer alta performance e disponibilidade a preços razoáveis.

3. Conversão inclusive na infraestrutura

As soluções mencionadas apontam para a formação de uma infraestrutura consolidada e gerida por softwares especialmente desenvolvidos para administrar o conjunto. Posicionamento automatizado de dados e classificação de informações serão aplicados com o intuito de coordenar o correto armazenamento das informações corporativas. Potenciais clientes deverão procurar fornecedores que possam incrementar seus serviços com camadas de softwares gestores capazes de fazer o meio de campo entre a rede, os servidores e os dispositivos de armazenagem.

Muitos clientes demandam por soluções que possam auxiliar na exploração eficiente da infraestrutura, combater as falhas de hardware, atender de imediato às mudanças em políticas corporativas e ajustar operações – tudo em um console apenas.

4. Classificação inteligente de dados

Segmento que tem merecido cada vez mais atenção por parte das empresas, a classificação inteligente de dados atende a dois requisitos principais: regulatórios e de otimização de recursos financeiros. Ainda cabe avaliar se os dados não devem se geridos com foco voltado à sua aplicação como suporte à inovação dos negócios.

O contingente de informações deverá ser classificado para agrupamento otimizado, em que os dados “quentes” ficam disponíveis em um ambiente de mais fácil acesso que as informações “frias” – usadas para consulta posterior.

Na lista de requisições dos clientes figura, ainda, a demanda por gestão personalizada e por estrutura customizada com discos rígidos sólidos, discos com memórias flash e , caso necessário, armazenamento em fita.

5. Por falar em fita

A nova realidade traz um sopro de esperança aos dispositivos de armazenamento em fita. Apesar da adesão em massa aos discos rígidos, as soluções de armazenamento em fita ressurgem impulsionadas pelos arquivos digitais. Segundo a Spectra Logic, as plataformas de fita devem ser escolhidas por até 80% das empresa que mantém arquivos eletrônicos.

Alguns fatores implusionam a adesão às soluções com fitas: O custo é 80% inferior ao do uso de discos rígidos; seu consumo de energia é 290 vezes inferior ao dos discos e existe um compromisso da indústria associada em manter essa tecnologia viva – o que garante longa vida às fitas DAT, por exemplo.

* Clod Barrera e Steve Wojtowecz são engenheiros da IBM e colunistas da CIO-EUA.

Desafio para o BigData: armazenar dados – Tecnologia – CIO.

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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