Cinco caminhos que as empresas devem trilhar para entrar na era digital

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Os líderes de TI devem ser capazes de entender, “comprar a causa” e impulsionar o valor das novas tecnologias que afetam cada organização, como é o caso dos softwares, que têm o potencial de alterar o modelo de negócio de uma empresa ou indústria no futuro. O alerta é da Accenture que acaba de divulgar os resultados do estudo global “Vision Technology 2013”, que aponta cinco tendências de TI na era digital.

Com a afirmação de que “todo negócio é agora um negócio digital”, a pesquisa constatou que a tecnologia da informação é um dos principais norteadores para que as empresas se diferenciem no mercado, com crescimento dos negócios e rentabilidade.

O relatório conclui ainda que as companhias que adotam as tecnologias disponíveis para “entrar na era digital” estarão melhor posicionadas para aproveitar uma rápida mudança em oportunidades de negócios, além de se manter à frente da concorrência.

“As organizações e seus líderes precisam apertar o botão de reset na forma como eles usam a tecnologia para se diferenciar no mercado, aprofundar relacionamentos com clientes e gerar crescimento e rentabilidade”, diz Paul Daugherty, diretor de tecnologia da Accenture.

O relatório traz um olhar para o futuro do negócio de TI e faz recomendações sobre como as empresas podem tirar proveito da tecnologia e softwares para melhorar a competitividade, operações e resultados financeiros.

A Accenture recomeda que as companhias usem a tecnologia para criar relações digitais em escala. Enquanto a tecnologia oferece às organizações a capacidade de compreender os seus clientes, a maioria das empresas não está tirando proveito disso para construir relacionamentos mais profundos que podem melhorar significativamente a fidelidade do cliente.

A mobilidade e redes sociais aumentaram o acesso e proximidade com os consumidores, entretanto, muitas empresas também perderam intimidade com o cliente nesses processos. Essas conexões têm sido exploradas apenas como um (outro) canal de comunicação, enquanto poderiam apontar novas  oportunidades para melhorar as relações.

“Desenvolver relacionamentos significativos em escala exige uma mudança real na forma como as empresas abordam essas estratégias e implementam uma nova abordagem unificada entre a TI e os negócios”, diz Daugherty.

Conheça as cinco tendências e oportunidadades em TI na era digital, segundo a Accenture:

1- Tirar vantagem da “velocidade” dos dados
Além de variedade e volume, as empresas agora precisam considerar o terceiro ‘V’ dos dados – a velocidade. Mobilidade e consumerização de TI estão levando as expectativas para um acesso mais rápido às informações e ainda mais insights a partir desses dados.

Além disso, uma onda de novas tecnologias – incluindo alta velocidade de armazenamento de dados, computação na memória, avanços em análise, visualização e fluxo de dados – está acelerando todo o ciclo de dados, partindo do conhecimento para a ação e, assim, melhorarando a capacidade da empresa em lidar com a grande velocidade das informações.

2- Tornar o trabalho e processos mais “sociais”
O uso de ferramentas da internet como Facebook e Twitter, além do Skype e Google mudou profundamente a forma como os usuários se comunicam. Ao incorporar recursos semelhantes de colaboração em seus processos de negócios, as empresas podem tirar proveito da familiaridade crescente que os funcionários já têm com as redes sociais. Assim, as empresas saltam para um novo nível de produtividade, já que os colaboradores não precisam, necessariamente, se tornar mais “social”, mas sim, o trabalho e os processos que precisam ser mais “social”.

3- Ter o software definindo a rede
Controlar o fluxo de informações em negócios digitais – onde aplicações, sistemas, redes e canais de comunicação estão mudando constantemente – é um dos aspectos mais desafiadores da TI corporativa.

Enquanto a virtualização de servidores, armazenamento e outras partes da infraestrutura de TI alteraram significativamente a flexibilidade, a rede, até o momento, tem sido praticamente intocada pela virtualização. A rede definida por software (Software-Defined Networking, ou SDN) significa grande salto para melhorar a flexibilidade da empresa.

Com SDN, as organizações podem reconfigurar a conectividade dos sistemas sem alterar as características físicas – o que torna mais fácil para as empresas a gestão de mudanças, integração dos serviços na nuvem e a captação de mais retorno dos investimentos realizados na rede.

4- Ser ativo (não apenas reativo) com segurança
Apesar dos avanços recentes em segurança da informação, o negócio digital continua a ser um desafio. Os pontos de entrada para um ataque estão em constante expansão por meio de novos (e mais) dispositivos, sistemas e ampla infraestrutura.

Como resultado, a segurança da TI precisa ir mais longe do que a prevenção. Ao reconhecer que os agressores irão passar, as empresas devem ficar um passo à frente deles e, para tanto, as arquiteturas de segurança precisam ser flexíveis e incorporar “ativos” defesas para lidar com o campo em constante mutação das ameaças de segurança.

5- Pés na cloud
A computação em nuvem chegou para ficar. Seus benefícios são inúmeros: ajudar a diferenciar seu negócio, oferecer produtos e serviços com mais rapidez, melhorar a eficiência operacional e responder mais rapidamente às novas oportunidades e desafios. Mas a questão para as empresas não é “por que devemos usar a nuvem?”, e sim “como devemos usar a nuvem?”.

“O desafio para as empresas no cenário digital é para reinventar-se no contexto de um mundo cada vez mais guiado por software”, disse Daugherty. De acordo com ele, para ter sucesso, as organizações devem alavancar inovações de TI para obter insights que permitam otimizar a sua empresa, aproveitar as oportunidades emergentes, reforçar a lealdade do cliente e fornecer melhores resultados de negócios.

via Cinco caminhos que as empresas devem trilhar para entrar na era digital

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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