Botnet responsável por quase 20% do spam diário mundial é derrubada

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Últimos servidores de comando e controle da Grum foram desligados, afirma empresa de segurança; mais de 120 mil endereços de IP estavam vinculados à botnet

Cibercriminosos não controlam mais a Grum, uma das maiores redes de envio de spam, já que todos os servidores que a botnet dependia para receber comandos (C&C) foram desligados, de acordo com pesquisadores da empresa de segurança FireEye.

Os últimos servidores C&C do Grum, seis deles localizados na Ucrânia e um na Rússia, foram desligados nesta quarta-feira (18), de acordo com um post feito pelo cientista Atif Mushtaq no blog da companhia. Isso fez com que todos os computadores infectados pelo Grum se tornassem órfãos, de acordo com ele.

Para realizar essa ação, a FireEye colaborou com a Spamhaus Project, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a rastrear spammers, com o CERT-GIB (sigla para Equipe de Resposta para Incidentes de Segurança de Computadores, da empresa de segurança russa Group-IB), além de um pesquisador independente.

O Grum era o terceiro maior botnet de spam em termos de número de endereços únicos de IP associados a ele, afirmou o investigador da Spamhaus Vincent Hanna. Antes da derrubada, a organização costumava ver mensagens originadas do Grum de 100 mil 120 mil endereços de IP todos os dias, e aproximadamente 500 mil toda semana. As mensagens em sua maioria promoviam remédios controlados falsos.

De acordo com a FireEye, o Grum era responsável por cerca de 18% de todo volume de spam no mundo, o que significa que o botnet estava enviando aproximadamente 18 bilhões de mensagens indesejáveis por dia. Contudo, o efeito dessa derrubada ainda é incerto, já que há outros botnets que são muito eficientes ao enviar spam, que poderiam simplesmente preencher essa vaga, de acordo com Hanna.

O time de pesquisadores da FireEye espera que a ação seja permanente, já que, diferentemente de outros botnets, o Grum não possui nenhum mecanismo de retorno que seus operadores possam utilizam para controlar novamente a rede. “Todavia, pessoas que puderam construir um botnet tão forte assim certamente podem criar um novo” concluiu Hanna.

Fonte: IDG Now!

Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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