6 perguntas que podem ´queimar o seu filme` com o recrutador

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São Paulo – Durante a entrevista de emprego, sempre há o momento em que o recrutador abre espaço para que o candidato tire dúvidas e faça perguntas sobre a oportunidade profissional. O objetivo é que, a partir das informações coletadas, o profissional tenha como tomar uma decisão mais assertiva em relação à mudança de emprego.

Expectativa em relação ao que se espera de quem ocupar o cargo, informações sobre cultura da empresa e maneira de gestão do novo chefe. Tudo isso pode e deve ser discutido com o entrevistador, no momento em que ele se coloca à disposição do candidato para responder perguntas.

Mas, se estes são os itens que devem ser discutidos durante a entrevista de emprego, quais são as perguntas que o candidato deve evitar na primeira conversa com o recrutador?

Pensando nisso EXAME.com consultou dois especialistas em recrutamento para descobrir quais as questões que podem “queimar o filme” dos candidatos, no início de processos seletivos. Confira quais são e por quais motivos devem ser evitadas:

1 – O que a empresa faz? – Com esta pergunta, o profissional passa um atestado de total despreparo para encarar uma entrevista de emprego. “Demostra que ele não fez a lição de casa que é pesquisar sobre a empresa”, diz Fernando Paiva, consultor da Hays.

Pode parecer, no mínimo, estranho, que uma pessoa chegue para uma conversa com o recrutador sem ao menos saber qual é atividade principal da empresa, mas, segundo Paiva, isso é comum. “Acontece muito”, diz o especialista.

Por isso, ele indica que, assim que for chamado para uma entrevista, o profissional entre no site da empresa, pesquise reportagens, verifique quais são os concorrentes e estude um pouco sobre o mercado em que a companhia está inserida. “Para qualquer posição, mesmo que não vá atuar diretamente no negócio, tem que chegar com algum conhecimento prévio”, indica.

2 – Existe flexibilidade no horário de trabalho? – Um horário de trabalho flexível é o melhor dos mundos, mas, muitas vezes, é preciso ter tempo de “casa” para conquistá-lo. Por isso, o melhor a se fazer é não tocar no assunto neste primeiro momento. “A empresa pode pensar que você tem dificuldade em cumprir horários e, em consequência, pode ter problemas para cumprir com suas responsabilidades”, diz Fabiane Cardoso, coordenadora de qualidade da Adecco.

3 – Quais os valores do salário e do bônus? – É claro que a remuneração pesa bastante na hora de decidir mudar de emprego. No entanto, o candidato deve tomar cuidado para não fazer esta pergunta logo de cara e passar a impressão de que está fazendo uma movimentação de carreira baseada apenas no salário, na opinião dos especialistas.

“As perguntas em relação à remuneração, principalmente nas primeiras etapas do processo seletivo, não pegam bem”, diz Paiva. De acordo com ele, este tipo de pergunta demonstra que o foco é a remuneração e não o projeto em si e os desafios do cargo.

“Se na sua primeira entrevista de emprego, o entrevistador falar de salário, ou o questionar acerca do vencimento que deseja receber, tente primeiro ouvir o que a empresa tem para lhe oferecer e apenas depois falar”, diz Fabiane.

A especialista também concorda que, se o valor da remuneração não vier à tona no primeiro encontro com o recrutador, é melhor esperar um pouco. “Se a empresa não tocar neste assunto não o leve no primeiro contato, pois na hora certa do processo irão lhe abordar com este tema”, explica.

4 – Quais os benefícios que eu vou ter? – Plano de saúde, previdência privada complementar, plano odontológico. Estas questões também não cabem durante as primeiras etapas do processo seletivo, na opinião de Paiva.

“Este assunto é tratado com a área de Recursos Humanos da empresa, e, muitas vezes, o candidato está sendo entrevistado por um gestor ou diretor e ele não responder isso”, explica. A dica é verificar quem é o seu entrevistador, antes de fazer perguntas em relação aos benefícios, segundo Paiva.  Nesses casos, esperar avançar no processo seletivo para depois tirar dúvidas em relação ao pacote de benefícios é o melhor a ser feito.

5 – A partir de quando poderei tirar férias? – Você nem começou a trabalhar e já está de olho nas férias. Se o recrutador tirar esta conclusão sobre você é certo que perderá pontos com ele e suas chances de garantir a oportunidade podem cair por terra.

“É outro ponto que não pega bem por remeter mais uma vez a um benefício”, diz Paiva. Ao contratar um profissional, explica Paiva, a expectativa da empresa é que ele traga resultados positivos e uma pergunta deste calibre está totalmente descolada deste contexto.

6 – Se eu tiver que fazer hora extra, vou receber por isso? – Segundo Paiva, não há problema em perguntar com que frequência é necessário ficar algumas horas a mais no escritório. Mas, levar a conversa para o lado financeiro logo no primeiro encontro com o recrutador pode ser um tiro no pé. “Não é interessante porque, mais uma vez, demonstra que ele está focado no dinheiro”, diz o especialista.

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Sou bacharel em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (Alagoas), especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Univ. Gama Filho (UGF) e pós-graduando em Gestão da Segurança da Informação pela Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Tenho interesse por todas as áreas da informática, mas em especial em Gestão, Segurança da Informação, Ethical Hacking e Perícia Forense. Sempre disposto a receber sugestões de assuntos para criar uma postagem.

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